sábado, 2 de fevereiro de 2013

Já não saberei qual ser?! 
                                             Terei eu uma incapacidade total para amar!?
 Ou sou eu o vilão de sempre?!

Longas são as sestas que dormem as beatas no bolso do casaco, tal como varandas desabam de carregadas que estão. É um poder fugidio este de pensar que mandamos no amor. Ele não para nem sente, passa pela gente contente e depois desagua num grande mar. É ineficaz não querer pensar, habita na mente, não para sempre mas sempre, algo que para mim é ainda tempo presente feito num presente, de voluptuoso embrulho, não basta trazer um corpo anónimio para a cama, nem uns beijos trocados entre uns pares de copos de vinho, é ausente o sentimento e o corpo quente não chega para nada, a não ser aquele momento em que te confundes, em que não interessa quem mas onde está o pensamento e nas sublimes silhuetas que fazem lembrar um passado demasiado presente ainda muito longe do futuro, podia ser ela, outra, ou uma qualquer, não iria interessar.


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